quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ninfa

Pequeno pedaço de luz
Que a mil peixes seduz!
Transeunte em segredo
Em denso manto negro.

Faz-te fascínio presente
Dentro de minha mente;
Foge da velha morada,
Nova pele a aguarda.

Destila teu doce enredo,
Vê meu mundo sem medo.
Evolui sem desatino,
Vive a mercê do destino.

Alimenta meu alimento
Neste preciso momento;
E acalanta minha velha alma,
Como água que corre calma.

Ó ninfa de corpo brilhante,
Feita em âmbar e diamante.
Lança-te à vida soldado
Em recusa de teu véu dourado.

Liberta-te da armadura
Que já não perdura, agora passado.
Vence a tensão e assume
Tua nobre postura de guerreiro alado.

Pequeno pedaço de luz
Que vaga em segredo.
Teus mil peixes seduz
No denso manto negro.

Faz-te fascínio presente,
A fugir da velha morada.
Pois dentro de minha mente;
Nova missão a aguarda.

Destila teu doce enredo
Evolui sem desatino,
Vem a meu mundo sem medo.
Viver a mercê do destino.

Alimenta meu alimento.
Acalanta esta velha alma.
Neste preciso momento,
Levar-te à água me acalma.

Ó ninfa de corpo brilhante,
Lança-te a vida dos bravos.
Couraça em âmbar diamante,
recusa teus véus consagrados.

Liberta-te da armadura
Que já não perdura, é passado.
Rompe a tensão docemente.
Mostra-te semente de guerreiro alado.
Ninfa - Rubens Gorben
Pataias 08-8-2007

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